Grupo terapêutico de mulheres brasileiras vivendo no exterior

atendimento-intercultural
Duração: 1h30
Participantes: 6/8
Sessões: 50
Online
2/3 entrevistas de avaliação
Novo grupo: julho / 2026

Trabalhando com grupo terapêutico em instituições e consultório, entendo-o como um dispositivo muito potente na promoção da saúde psíquica dos pacientes. Ele promove a interação interpessoal no aqui-e-agora, envolve o jogo entre subjetividade e coletividade e possibilita o encontro com o outro semelhante e diferente.

O grupo terapêutico de mulheres brasileiras vivendo no exterior é um espaço de troca e aprofundamento de temas que atravessam o processo migratório. Viver fora do país implica em lutos – rupturas identitárias, linguísticas, afetivas e simbólicas que, na ausência de expressão, reconhecimento e legitimidade, produzem efeitos na saúde psicológica, afetando identidades, comportamentos e sentimentos.

A escuta verdadeira sem julgamento, o sentimento de pertencimento e o compartilhamento de vivências entre mulheres atravessadas por referências culturais comuns, é a base de uma construção, que acontece a cada sessão, sendo o grupo um espaço intermediário no qual a língua materna e as referências culturais funcionam como base para a elaboração das transformações subjetivas exigidas pelo contato com a cultura de acolhimento.

Ao mesmo tempo em que sustenta a interculturalidade – vida entre culturas, línguas e códigos sociais – como recurso terapêutico central e as diferenças como provocadoras de reflexões e deslocadoras de certezas, a clínica com migrantes revela que o sofrimento e adaptação na experiência migratória apresenta histórias que se articulam com o processo individual de subjetivação. Isto equivale a dizer que cada pessoa vivencia o seu processo de migração de uma maneira própria que tem a ver com sua história de vida pregressa.

Neste fórum que é o grupo, experiências e histórias são compartilhadas em um ambiente que é, antes de tudo, espaço potencial, continente seguro e campo de sustentação coletiva para livre expressão, troca de sentimentos e elaboração psíquica das diversas experiências migratórias e adaptações culturais. O grupo é esta sala de espelhos onde cada mulher pode se reconhecer nas outras, legitimando sentimentos e sofrimentos que ganham ainda mais forma quando encontram palavras na fala alheia que reforçam a própria experiência.